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O Procon da Band

por Nirlando Beirão publicado 18/03/2015 05h02, última modificação 11/06/2015 19h33
Dan Stulbach pode reanimar o CQC com um estilo que não tem nada de Tas, nem de Ratinho, nem de russomanno
Dan

A aposta do CQC, diz a Band, é humor com jornalismo. Nem sempre o mix funciona

Dan Stulbach é um ator talentoso que, se outras virtudes não tivesse, lhe bastaria aquela disponibilidade afetiva incondicional que ele costuma exibir nas arquibancadas alvinegras do melhor futebol. Ali, o amor dele é de uma radical rea­lidade, nada de ficção ou dramaturgia.

Cabe a ele agora comandar a mesa do CQC ao lado de Rafael Cortez e Marco Luque (Band, às segundas-feiras, 22h45). O espinhoso desafio é substituir Marcelo Tas, cujo histrionismo andava tão desgastado que a emissora dos Saad teve de convocar os Simpsons para, no horário que precede o CQC, iludir o telespectador com a esperança infundada de alguma graça posterior.

Dan Stulbach chegou e há de conseguir , desde que se desgarre da sombra do carismático antecessor e imprima ao seu personagem o estilo que ele, Dan, tem e esbanja. É ingrato o humor na tevê. Cansa rápido, impõe mudanças. Não é diferente com o CQC. Até os argentinos da Cuatro Cabezas, guardiães do formato original, sucumbiram aos novos tempos.

A aposta do CQC é – diz a Band – humor com jornalismo. Nem sempre o mix funciona, embora no Brasil o telejornalismo em geral tenha enveredado pelo caminho involuntário do noticiário que é uma piada. O CQC insiste numa espécie de jornalismo-denúncia e o socorro ao consumidor. Com Dan por perto é pouco provável que esse tipo de coisa desande em Ratinho ou Celso Russomanno.