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Dan Stulbach assume uma fórmula falida no CQC

por Nirlando Beirão publicado 19/11/2014 06h07
O programa de Marcelo Tas não poderia mesmo manter a audiência se compete com os hilários editoriais da imprensa reacionária dos coronéis provinciais
Reprodução

O desastre que pulverizou a audência do CQC tem explicação: a fórmula humor com jornalismo, a que o CQC pretensamente se filiou, acabou sendo preenchida pelos veículos da mídia convencional.

O Estadão, a Folha de S.Paulo, o Globo, o telejornalismo da Globo e a imprensa reacionária dos coronéis provinciais proporcionam hoje ao seu consumidor momentos de desbragada hilaridade, mesmo quando involuntária, especialmente quando buscam exercer a seriedade solene e engravatada de editoriais de matar de rir. Não dava mais para o CQC competir com veículos tão influentes.

O CQC, desde o início, confundiu humor com humilhação e grosseria e de jornalismo nunca se viu ali nada parecido. É triste que se tenha tornado um pastiche lustrosinho do execrável Pânico quando tinha na batuta um Marcelo Tas de antigo talento, âncora capaz de recitar de cor dois ou três poemas de Fernando Pessoa.

Tas está de saída e imagino o seu compreensível alívio. Dan Stulbach vai substituí-lo. Pode parecer estranho, à primeira vista, mas Dan anda se desdobrando ultimamente em papéis inesperados, como o de cover de Fátima Bernardes na audição matutina da Sra. Bonner.

Stulbach foi aquele Marcos que, em Mulheres Apaixonadas (novela de Manoel Carlos), tratava a esposa a raquetadas. O CQC é também uma forma de neurótica pancadaria. Dan é moço fino, mas na tevê tem prática disso.

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