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A cereja e a turma do jiló

por Nirlando Beirão publicado 14/09/2014 05h14
Na franquia MasterChef que a Band estreou no Brasil, Ana Paula Padrão é a cereja do bolo, enquanto os jurados aterrorizam os candidatos ao estrelato gastronômico
Divulgação
MasterChef

Ana Paula adoça Fogaça, Eric e Paola

Na franquia MasterChef da Fox que a Band estreou no Brasil (terça-feira, às 22h45), Ana Paula Padrão é a cereja do bolo. Faz as honras do salão, acrescentando uma calda caramelada ao azedo espetáculo de sadismo que se desenrola lá no escuro da cozinha, com três chefs se esmerando em aterrorizar os já assustados candidatos ao pretenso estrelato gastronômico.

Ana Paula recepciona, dialoga, festeja ou consola, não tem propensão a nenhuma expertise de forno e fogão, e, em sua magreza insultuosa e seus vestidos esverdeados, sugere que ninguém deve esperar que o apetite dela sucumba a um daqueles steaks tartares, nada que vá além de duas ou três folhinhas de alface.

O elenco de chefs obedece ao rito da cara feia, o que é impossível no caso da Paola Carosella, a qual, por mais que queira parecer a argentina que por origem é, nunca consegue esconder aquela ternura que pinga de seu rosto, seja quando condena, seja quando premia.

Henrique Fogaça, a bordo do figurino de quem acabou de subir de grau na Yakuza japonesa, consegue ser convincente no quesito durão, isso porque a gente ainda não assistiu, na plenitude de sua irritabilidade, ao chef Erick Jacquin. Para quem o conhece, Jacquin está uma doçura só. Por via das dúvidas, a produção deixou distante dele aquele cutelo de açougueiro com o qual costuma exprimir aquele seu humor bem francês.