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Na Itália, Jaques Wagner homenageia brasileiros mortos na Segunda Guerra

por Redação — publicado 08/05/2015 16h18, última modificação 08/05/2015 16h23
No local, foram sepultados os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que morreram no combate às tropas inimigas
Divulgação
Jaques Wagner

Ministro em homenagens aos 70 anos da vitória sobre o nazismo

Em cerimônia que marcou as comemorações dos 70 anos da vitória dos aliados sobre o nazi-fascismo, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, representando a presidenta Dilma Rousseff, depositou coroa de flores no Monumento Votivo Militar Brasileiro, mais conhecido como o Cemitério de Pistóia, na Itália. No local, foram sepultados os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que morreram no combate às tropas inimigas e que na década de 60 foram transladados para o Brasil.

Em discurso, o ministro destacou o importante papel da FEB na luta pela democracia e pela liberdade em solo italiano, além de ressaltar a relação de amizade e cooperação entre os povos brasileiro e italiano.

A solenidade teve início com o hasteamento da bandeira brasileira. Em seguida, foram executados os hinos do Brasil e da Itália. Durante o evento, Jaques Wagner recebeu a comenda Cruz Europeia da Federação Italiana de Combatentes Aliados.

Na sequência, foram colocadas coroas de flores em homenagem aos mortos, em nome da prefeitura, polícia e Província de Pistóia, bem como do governo brasileiro. Enquanto se dava o momento de depositar as flores, se realizou o toque de silêncio.

Jaques Wagner
Jaques Wagner, ministro da Defesa
Depois da cerimônia em Pistóia, o ministro brasileiro visitou a gruta de Staffoli, local onde os pracinhas faziam suas preces na época da guerra. A gruta foi construída pelos soldados brasileiros e foi mantida pela comunidade italiana até os dias atuais.

Além do ministro Jaques Wagner, participaram da cerimônia o embaixador do Brasil na Itália, Ricardo Neiva Tavares, o Secretário de Segurança de Pistóia, Ângelo Ciuni, a presidente da Província de Pistóia, Federica Fratoni, o adido do Exército na Itália, coronel Mario Felizardo Medina e o adido de Defesa e Aeronáutico do Brasil na Itália e Eslovénia, coronel. Frederico Alberto Marcondes Felipe. Estiveram no monumento diversos prefeitos de cidades em que a FEB combateu durante a 2a Guerra Mundial.

No começo da tarde de hoje (8), Jaques Wagner seguiu da Itália para Moscou (Rússia). Amanhã, em cerimônia que ocorre na Praça Vermelha, em Moscou (Rússia), Wagner, juntamente com diversos Chefes de Estado e de Governo, além de líderes internacionais, assistirá a um desfile com mais de 15 mil integrantes, incluindo militares das Forças Armadas da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e de países estrangeiros. Militares em muitas unidades estarão vestindo uniformes da época da Grande Guerra Patriótica.

Serão envolvidos ainda 194 viaturas militares e 143 helicópteros e aeronaves. Também desfilarão pela primeira vez unidades do blindado BMD-4M, o Transporte de Tropas "Rakushka", e o complexo da Força de Mísseis Estratégicos Móvel Yars. O evento lembra um grande momento da história da humanidade, quando os militares soviéticos derrotaram as forças nazistas na Europa.

 Pela manhã, no Rio de Janeiro, o ministro da Defesa Jaques Wagner  teve sua  ordem do dia lida na  cerimonia realizada nesta sexta-feira, no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo. Ele recordou a vitória dos países aliados, entre eles o Brasil, na Segunda Guerra Mundial, em 8 de maio de 1945.  Wagner, que encontra-se em missão internacional, representando Presidenta Dilma Roussef nas celebrações do Dia da Vitória, na Europa foi representado pelo comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, presidiu a cerimônia na condição de Ministro da Defesa Interino.

Em sua mensagem, o ministro Jaques Wagner destacou que os 70 anos do Dia da Vitória é oportunidade para reverenciar a memória de militares e civis que perderam suas vidas na conjuntura da guerra. “Prestamos uma homenagem de respeito e reconhecimento a todos aqueles que enfrentaram o rigor do combate”, salientou.

Jaques Wagner lembrou que a declaração de guerra do Brasil ao Eixo e o envio da Força Expedicionária Brasileira para a Itália, em 1944, foram passos decisivos na História do Brasil. “Nosso país respondeu com soberania às repetidas agressões que vinha sofrendo das potências do Eixo e decidiu contribuir ativamente para o esforço de guerra aliado”, disse.

O ministro ressaltou ainda que, também no Brasil,  os efeitos da vitória na Europa também se fizeram sentir no Brasil. “Uma das consequências internas de nossa participação na Guerra foi o fim de um período autoritário”.

A partir de 1945, teve início uma nova fase da história republicana brasileira, oficializada pela Constituição de 1946. “Nossa democracia, retomada então, foi novamente reafirmada pela Constituição de 1988, a mais perene da história do Brasil, que completará 30 anos em 2018”, salientou. O ministro lembrou que o “Brasil consolida, ao longo de sua história, a tradição de país democrático e pacífico e continua a participar de esforços pela paz no exterior”, como acontece com o envio de militares das Forças Armadas para as missões de paz da Organização das Nações Unidas.

Também foi proferida leitura da Ordem do Dia com a mensagem da Presidenta Dilma Rousseff. Ela lembrou que com o fim da Segunda Guerra, foi necessário mudar a forma de conduzir a política mundial, evitando o conflito armado. “A humanidade soube trilhar o melhor caminho naquela encruzilhada. A Organização das Nações Unidades acolheu Estados oriundos dos processos de descolonização e conseguiu manter fria a Guerra que se instaurou após 1945”, salientou.

A presidenta também ressaltou que o Brasil apoia os esforços da ONU pela paz, estando presente em 10 das 17 operações hoje conduzidas pelas Nações Unidas. “Nossos soldados, que tão bravamente lutaram na guerra, hoje colocam sua tenacidade e coragem a serviço da paz”, destacou.

Medalha da Vitória

Foram prestadas honras aos ex-combatentes que lutaram na 2ª Guerra. Outro destaque foi a condecoração de personalidades civis e militares com  Medalha da Vitória, instituída pelo Ministério da Defesa em 2014. Essa condecoração homenageia militares das Forças Armardas e civis nacionais e estrangeiros, bem como bombeiros, PMs, organizações militares e instituições civis que contribuíram para a difusão das ações e dos resultados alcançados pela Força Expedicionária Brasileira durante a 2ª Guerra e pelos demais combatentes brasileiros.

Entre os homenageados também estavam militares que integraram missões de paz ou que apoiaram o Ministério da Defesa nas várias missões constitucionais.

De acordo com a mensagem do ministro Jaques Wagner lida na cerimônia, “a outorga da Medalha da Vitória aos militares e civis que contribuíram para a defesa do Brasil, com devotado patriotismo e dedicada competência, é uma tradição que mantém vivo o espírito do dia 08 de maio de 1945.”

Homenagens

Após a imposição das medalhas, foi realizada a aposição de Coroa de Flores no Túmulo de um Soldado Desconhecido e a exaltação à Vitória, com a execução dos toques de Alvorada e da Vitória. Associados a outras cerimonias realizadas em vários países, esses gestos mostram o reconhecimento do Estado Brasileiro aos militares que combateram durante a Segunda Guerra.

Na parte final da cerimônia, a Banda de Música da Base Aérea do Galeão, grupamentos da Marinha, do Exército e Aeronáutica e ex-combatentes e veteranos da Segunda Guerra desfilaram em frente ao Monumento, sob aplausos dos presentes.

As 45 bandeiras que todos os países que venceram juntos a guerra, posicionadas durante toda a Cerimônia na frente do Momento, também foram conduzidas no desfile.  No encerramento, as autoridades registraram a presença no Livro de Honra.  Além dos agraciados a Medalha da Vitória, o Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, a secretária-Geral do Ministério da Defesa, Eva Maria Cella Dal Chiavon, o chefe de Gabinete do Ministro de Estado da Defesa, ministro Silvio José Albuquerque e Silva e os comandantes da Marinha, Almirante-de-Esquadra Leal Ferreira, e do Exército, General-de-Exército Villas Boas, dentre outras autoridades civis e militares.

Do Ministério da Defesa