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Política

Entrevista - Pedro Estavam Serrano

"Hoje há um discurso de legitimidade pela casca e não pelo conteúdo"

por Redação — publicado 25/08/2016 13h51, última modificação 25/08/2016 13h52
Em novo livro, jurista discute os golpes de Honduras e Paraguai e papel do Judiciário em medidas de exceção
Robson Cesco
Pedro Serrano

Serrano é professor de Direito Constitucional da PUC-SP

Desde o fim da União Soviética, a democracia passou a ser entendida como um valor universal. Muitos regimes autoritários foram substituídos, mas medidas de exceção continuam a ser praticadas mesmo dentro de países considerados democráticos.

Essa é uma das teses Autoritarismo e golpismo na América Latina: breve ensaio sobre jurisdição e exceção, novo livro do jurista e colunista de CartaCapital Pedro Estevam Serrano, que será lançado nesta quinta-feira 25 em São Paulo, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731, às 18h30).

No livro, escrito antes da reeleição de Dilma Rousseff, Serrano debate as remoções de Manuel Zelaya e Fernando Lugo das presidências de Honduras e Paraguai, em 2009 e 2012, respectivamente, processos comparados por muitos ao impeachment de Dilma. 

Na entrevista abaixo, ao site Justificando, Serrano detalha parte de seus argumentos e mostra como o Judiciário tem sido usado para dar uma verniz de legalidade a medidas antidemocráticas

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