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Política

Operação Lava Jato

MPF denuncia Bumlai, Vaccari e mais nove

por Redação — publicado 14/12/2015 17h05, última modificação 14/12/2015 17h15
Segundo a denúncia, eles participaram de esquema que retirou dinheiro da Petrobras e direcionou ao PT
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
José Carlos Bumlai

Bumlai é apontado pelo MPF como "operador do PT" no esquema de corrupção na Petrobras

O pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros nove investigados na 21ª fase da Operação Lava Jato foram denunciados nesta segunda-feira 14 pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.

De acordo com o Ministério Público Federal, Bumlai, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, usou contratos firmados com a Petrobras para quitar empréstimos com o Banco Schahin. Segundo os procuradores, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada revelam que o empréstimo de cerca de 12 milhões de reais se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da Schahin como operadora de um navio-sonda da Petrobras, em 2009.

Ao apresentar a denúncia, que será julgada pelo juiz federal Sergio Moro, o MPF pediu que os envolvidos devolvam à Petrobras o valor total de 53,5 milhões de reais pelos prejuízos causados com o desvio de recursos.

Caso a denúncia contra Bumlai seja aceita, o pecuarista se tornará réu e responderá pelos crimes na Justiça. O MPF sustenta que há "indícios" de que Bumlai tenha usado "indevidamente" o nome de Lula para "conseguir vantagens".

Também foram denunciados três executivos do Schahin (Salim Schahin, Milton Taufic Schahin e Fernando Schahin), bem como o filho e a nora de Bumlai (Maurício de Barros Bumlai e Cristiane Dodero Bumlai), os ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada e Nestor Cerveró, o ex-gerente da estatal Eduardo Musa e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

*Com informações da Agência Brasil