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Política

Operação Lava Jato

Lava Jato: Janot critica tentativa de "desacreditar investigações"

por Redação — publicado 07/12/2014 12h29, última modificação 07/12/2014 12h37
Em nota, o procurador-geral da República rebate os que buscam, segundo ele, minar a Operação Lava Jato
Antonio Cruz / Agência Brasil
Rodrigo Janot

Rodrigo Janot em audiência no Senado: o PGR está sob pressão desde que ficou claro o escopo da Operação Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o Ministério Público Federal investiga a existência de nove crimes relacionados à Operação Lava Jato, da Polícia Federal.  Por meio de nota divulgada no sábado 6, ele reforça a garantia de uma atuação “técnica, independente e minuciosa”, além de rechaçar “tentativas de desacreditar as investigações”. Dedicado à apuração de um gigantesco esquema de corrupção instalado na Petrobras, o inquérito aponta indícios da participação das principais empreiteiras do País e de mais de 30 políticos.

A manifestação de Janot ocorre após uma série de reportagens veiculadas pela mídia nos últimos dias, segundo as quais o procurador-geral teria condicionado um acordo com empreiteiras suspeitas à confissão dos crimes. Segundo a revista IstoÉ, a proposta poderia, na prática, livrar o Planalto de futuras investigações. Isso porque, se as empresas admitirem a formação de cartel para dividir contratos com a estatal petrolífera, o governo poderia assumir o papel de vítima de um conluio empresarial.

Em resposta às “recentes notícias veiculadas na imprensa”, Janot lembra que constituiu uma força-tarefa para priorizar as investigações. Os procuradores apuram um extenso rol de crimes, entre eles corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude à licitação, formação de cartel, associação criminosa, além de atos de improbidade administrativa.

“Em respeito à função institucional de defender a sociedade e combater o crime e a corrupção, o Ministério Público Federal cumprirá seu dever constitucional e conduzirá a apuração nos termos da lei, com o rigor necessário”, afirma a nota. “O procurador-geral da República não permitirá que prosperem tentativas de desacreditar as investigações e os membros desta instituição".