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Política

Com panelaço, programa do PSDB diz que Dilma mentiu

por Redação — publicado 19/05/2015 18h03, última modificação 19/05/2015 18h27
Com participação de FHC, inserção dedica quase metade do tempo a Aécio Neves. Assista ao vídeo abaixo
Reprodução
Inserção do PSDB na televisão

Fernando Henrique apareceu em um programa tucano depois de uma temporada distante

Previsto para ir ao na noite desta terça-feira 19, o programa partidário de 10 minutos que o PSDB irá veicular em rede nacional foi inteiro dedicado a criticar o PT, a presidenta Dilma Rousseff e seu ajuste fiscal. Com direito a panelaço na abertura, o vídeo contou com um discurso duro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e espaço privilegiado ao senador mineiro Aécio Neves, presidente da legenda e candidato presidencial derrotado nas eleições de 2014.

O programa iniciou com imagens de panelaço e luzes de apartamento acendendo e apagando enquanto o apresentador explicava o papel da oposição no atual cenário político e adiantava o tom do programa ao afirmar que a presidenta “mentiu” para os eleitores com o intuito de vencer a campanha presidencial.

O vídeo, então, reprisa trechos de debates e programa eleitoral da então candidata. Em um deles, ela afirma: “Não quero ser eleita para arrochar salário, desempregar e tirar direitos”. Foi a deixa para que o apresentador retornasse lembrando que o novo governo iniciou com aumento da gasolina, da luz e da inflação. “Dilma cortou os investimentos em saúde e educação”, diz ele, ao lembrar que a “própria Petrobras” estima em 50 bilhões de reais os prejuízos causados pela corrupção. “Ela [Dilma] decidiu oculta a real situação do Brasil.”

Aos 2’21, quem aparece para um duro recado é FHC, há tempos longe dos programas tucanos. Com ironia, culpa não só Dilma, mas seu antecessor ao parafrasear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "nunca antes na história deste País se roubou tanto."

O apresentador volta ao vídeo para citar a previsão de inflação na casa de 8% e os principais “prejudicados” pelo ajuste fiscal. “No ápice da crise, o governo corta direitos e benefícios”, diz ele, que completa com a afirmação de que “quem paga é o povo pelos erros do governo”.

O programa, que não deu espaço a nenhum governador da sigla, deu voz aos líderes do partido na Câmara (Carlos Sampaio) e no Senador (Cassio Cunha Lima) antes de surgir Aécio Neves, que ocupa os últimos quatro minutos da inserção. 

O mineiro lembrou que os 40 ministérios brasileiros ultrapassam o número de pastas nos Estados Unidos e Alemanha “juntos”, que o pacote econômico pune apenas a população e “não tira quase nada do governo”. “O que a presidente chama de ajuste, eu chamo de injusto.”

Na reta final do programa, Aécio volta ao tema principal do programa ao considerar “injusto” que a população "pague" pelos erros do PT. “Se o governo tivesse ouvido, hoje não seria necessário aumentar impostos, mas preferiu ir pelo caminho errado e escondeu a situação apenas para vencer as eleições. Deu no que deu.”

Assista ao vídeo: