Cultura

Tiradentes dá prêmio em uníssono a filme mineiro

O Tigre rugiu

por Orlando Margarido — publicado 02/02/2014 11h15

Foi coerente. Os júris da Crítica e o Jovem coincidiram na premiação ontem a noite no encerramento da 17ª Mostra de Tiradentes. Escolheram A Vizinhança do Tigre, filme da casa, ou seja, Minas Gerais, o que não significa muita surpresa já que os mineiros assinavam quatro dos sete longas em competição na Mostra Aurora. Falo em coerência porque o trabalho do diretor Affonso Uchôa espelha muito bem as preocupações e caminhos que a curadoria do evento busca discutir. Há aquele partido de confluir realidade e ficção, com jovens da periferia interpretando um pouco a si mesmos, mas também atuando, sem que se saiba até que ponto vai a veracidade. Mas isso não é o mais importante, e sim o interessante processo para que se chegue a esse modelo, e processo é o modus operandi do cinema em Tiradentes. E o filme, afinal, funciona, é bom. Embora não possa fazer uma comparação geral porque retornei da cidade na sexta-feira e perdi os dois filmes finais, um deles, do brasiliense Adirley Queirós, Branco Sai, Preto Fica, que levou uma menção honrosa. Depois comento mais dos longas que assisti.

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