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Berlim, 3 negativos

por Orlando Margarido — publicado 08/02/2012 18h08, última modificação 08/02/2012 18h08

Berlim -- Caros, cheguei. Pela localização aí do lado, vocês já sabem que estou em Berlim. Saí domingo do Brasil, mas passei uma noite em Lisboa a tempo de almoçar muito bem, passear um pouco pelo Rossio, ir ao mirante, ou miradouro como chamam por lá, São João de Alcantara, a vista mais linda da cidade. Sol, ´céu azul, mas um vento forte e gelado. Aqui, claro, a coisa está pior, ficando na melhor fase do dia nos três graus negativos. Foi dia de se credenciar na Berlinale, fazer a agenda do que tenho mais interesse por aqui, marcar entrevistas e mais alguns assuntos práticos. Daqui a pouco teremos uma primeira sessão para a imprensa do novo filme de Herzog, Death Row, como já havia adiantado. Mas queria lhes falar de um assunto que não tive tempo ainda de postar. Vim lendo no avião a edição desta semana de Carta Capital e há uma entrevista de Francisco Quinteiro Pires, acho que está baseado em Nova York, com o documentarista Errol Morris, que fez o ótimo Sob a Névoa da Guerra. Pois a conversa é sobre seu novo trabalho em cima dos abusos cometidos por soldamos americano em Abu Grabi, durante a Guerra do Iraque. Assisti na sexta, antes da viagem, a Palácio do Fim, a montagem dirigida por José Wilker a partir de texto de uma canadense e com três personagens narrando essas barbaridade de seus pontos de vista. Meu amigo Antonio Petrin, que biografei para a Coleção Aplauso, faz um senhor marcado pelas memórias pouco claras em relação a essas atrocidades. Há a jovem soldado, ou soldada, que vitimizou os prisioneiros iraquianos, papel de Camila Morgado, e uma mãe e mulher de um comunista que perdeu seu filho. Gostei muito, recomendo. Agora vou, até

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