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Belacap

por Orlando Margarido — publicado 18/09/2012 20h44, última modificação 18/09/2012 20h44

Brasilia -- Só para sinalizar que já estou na capital para acompanhar o 45º Festival do Cinema Brasileiro, o mais antigo entre as iniciativas nacionais. É a segunda vez que venho a cidade este ano, a primeira para a estréia do BIFF, uma mostra alternativa de filmes mais independentes de todo o mundo. Agora é puro cinema brasileiro. Brasília sempre foi reconhecido como o festival mais autoral, que radicalizava nas suas opções curatoriais. Andou um pouco perdido há uma década, mas isso porque também a produção nacional não se encontrava. Vem melhorando nos ultimos anos, os filmes e o festival, mas neste ano a decisão é um tanto controversa. Há o dobro de filmes em competição e uma linha divisória entre ficção e documentário que não se justifica mais em tempos de diluição dos gêneros. Mas enfim temos que esperar para ver se o novo formato funciona. A primeira noite de competição começa daqui a pouco com o documentário Kátia, de Karla Holanda, sobre uma travesti do Piauí que foi a primeira a conquistar um cargo público. Depois vem o novo de Lucia Murat, A Memória que me Contam, em sua habitual revisão dos tempos da ditadura. Tudo isso e mais curtas. Boa sorte para nós e Brasília.

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