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Angelina!

por Orlando Margarido — publicado 09/02/2012 23h27, última modificação 09/02/2012 23h27

Berlim -- Caros, somente um post rapido, e em teclado alemao, para dar conta do final da tarde e noite em Berlim. Afinal trata.se nada menos do que a estreia na direcao de Angelina Jolie, a sra. Brad Pitt. Vimos a sessao especial para imprensa no final do dia. E nao e que In the Land of Blood and Honey nao e um disparate como se poderia esperar? Com seus principios humanitarios que todos conhecemos, ela da sua licao contra o horror e a barbarie retornando a guerra dos Balcas, no massacre dos servios contra das minorias da Bosnia Herzegovinia, especialmente os muculmanos. De cara, ela assume o risco de fazer uma producao na lingua local e com atores locais, uma ousadia para o padrao de um cinema americano que o filme enlaca de outra forma. Angelina filma um romance um tanto manjado entre um militar e uma pintora de diferentes etnias. Ele e servio, ela muculmana. Vao percorrer os anos de 92 a 95 tentando implementar seu amor durane o caos da guerra. Espera-se personagens bidimensionais, ele nem tanto um truculento, que questiona a guerra, ela por vezes culpado por dormir com o inimigo. Visto como uma historia a ser contada, o filme ate que se estrutura bem e, talvez por uma producao realizada para nao fazer feio para La Jolie, tem boas cenas de guerra e apelo emocional, que e afinal que a atriz deseja.

Em seguida tivemos o segundo filme da competicao, A Moi Seule, o segundo frances do dia. De inicio, avisa-se que a historia nao e real. Mas, claro, ha semelhancas com muitas. Um operario sequestra uma menina e a mantem presa no porao ate a juventude. Voce ja viu o drama em jornais. Cannes mostrou no ano passado Michael, este sim uma historia real de um funcionario de empresa que mantinha garotos no porao de casa, mas se livrava deles antes que crescessem. A Moi Seule comeca com o predador libertando sua presa. Nao e possivel saber a razao. A historia e como Gael, a jovem, ira sobreviver depois do acontecimento, com uma relacao dificil com os pais, a ajuda de uma psicologa. A trama entao retorna para mostrar a convivencia entre ela e seu algoz. Nada se explica. Nao ha sexo ou tentativa de algum tipo de seducao. E um tema recorrente do cinema desde que Terence Stamp, com seu rosto aturdido e desesperado, prendia Samanta Eggar em O Colecionador. Aqui temos um outro olhar sobre os dois envolvidos, inclusive de uma relacao de amor e odio que perpassa o rosto de Gael. A forca do filme esta nas sugestoes, nao nos esclarecimentos. A Berlinale comeca a esquentar, apesar do frio de 9 negativos, com um bom filme para ser debatido. Amanha tem mais, ate

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