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Antes do fechamento do JT, Estadão foi posto à venda por R$ 1 bilhão

por Lino Bocchini — publicado 23/09/2013 19h54
Em 2009, este foi o valor pelo qual a família Mesquita ofereceu o jornal a um grupo de mídia eletrônica; mercado acredita que hoje o valor não chegue a R$ 200 milhões

Antes do fechamento do Jornal da Tarde (em outubro de 2012) e do enxugamento do próprio O Estado de S. Paulo em abril deste ano (quando vários cadernos acabaram extintos e dezenas de profissionais foram demitidos), a família Mesquita negociou a venda de seu veículo principal, o Estadão. Mas pediu alto e o negócio acabou não prosperando.

A conversa se deu entre representantes de um grupo de mídia eletrônica, que se uniu a sócios-investidores. Nos bastidores, o jornal estava à venda, e um representante dos Mesquita, que conduziu a negociação junto ao consórcio interessado, disse que o preço estipulado era de R$ 1 bilhão. “Claro que a conversa não prosperou”, informa a fonte que contou para este blog a história completa da negociação. Ainda segundo ela, o Estadão hoje “não vale nem R$ 200 milhões”.

A título de comparação vale lembrar que, nos EUA, em 3 de agosto passado, o New York Times vendeu o Boston Globe a um investidor americano por US$ 70 milhões, apenas 10% do que havia pago pela marca em 1993. Dois dias depois, o milionário Jeff Bezzos, da Amazon.com, comprou o Washington Post, que estava na mão de uma mesma família por oito décadas,  por US$ 250 milhões.