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Política

Pernambuco

Velório de Eduardo Campos terá missa campal

por Rodrigo Martins publicado 14/08/2014 14h20, última modificação 14/08/2014 20h06
Cerimônia será realizada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido
Alexandre Severo/Divulgação

Do Recife (PE)

O velório de Eduardo Campos, candidato do candidato do PSB à Presidência da República, morto em um acidente de avião na quarta-feira 13, será precedido de uma missa campal. A estrutura para a cerimônia, que será realizada no lado de fora do Palácio Campo das Princesas, onde ocorrerá o velório, já começou a ser montada.

A cerimônia será comandada por Dom Antônio Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, que visitou a família de Campos para acertar detalhes da celebração no início da noite de quarta-feira. "Vim prestar minha solidariedade à família cristã de Eduardo", disse Saburido. "Eram muitos solidários com a Igreja, fiz a crisma de todos os filhos e admirava a forma como ele e Renata conduziam a família", afirmou.

Ainda não há data para a realização do velório, que depende da liberação dos corpos das vítimas do acidente, ocorrido na manhã de quarta-feira em Santos, no litoral de São Paulo. Os restos mortais das vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal de São Paulo, onde aguardam identificação. O enterro de Campos será realizado no cemitério de Santo Amaro, o maior do Recife. O irmão de Eduardo Campos, Antonio, afirmou ainda na quarta-feira que o ex-governador será sepultado ao lado do avô, Miguel Arraes, morto também em um 13 de agosto, em 2005.

Na quarta-feira, a Regional 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidida por Saburido, divulgou nota de pesar sobre a morte de Campos. “Sua memória, como a memória de seu avô Miguel Arraes, falecido nesta mesma data, há nove anos, será guardada por todos nós, seus conterrâneos e irmãos na fé, com o mesmo afeto com que amaram o Estado de Pernambuco e as causas do povo que procuraram governar com sabedoria” escreveu o religioso.

Na manhã desta quinta-feira 14, Joaquim Pinheiro, 64 anos, primo de Eduardo Campos, afirmou que a família está forte. “João [o filho mais velho de Campos, de 20 anos] disse que perdeu o pai, perdeu um líder, mas que tem de dar um jeito de a bandeira dele [Campos] não cair, e que os ideais sejam o futuro do País”, disse em frente à casa da família.