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Política

Eleições 2014

Novo programa de Marina Silva tira menções à Rede

por Redação — publicado , última modificação 28/08/2014 22h57
O movimento da candidata, que não conseguiu fundar um partido, está abrigado no PSB
Reprodução

*Uma versão anterior deste texto afirmava que o programa de governo fora lançado na quinta-feira 28. Uma outra versão, mais completa segundo o PSB, será lançada na quinta-feira 29.

O PSB disponibilizou no site do Tribunal Superior Eleitoral uma versão do programa de governo de Marina Silva, sua candidata à Presidência da República, sem tratar a Rede Sustentabilidade, o movimento lançado por Marina em 2013, como um partido político. No programa anterior, entregue à Justiça Eleitoral quando Eduardo Campos era o candidato, o nome da Rede aparecia na capa e no texto introdutório do documento como integrante da Coligação Unidos pelo Brasil. Agora, as duas menções foram suprimidas.

Na capa do programa original havia uma foto de Eduardo e Marina de mãos dadas, com as siglas de PSB, Rede, PPS, PPL, PRP e PHS embaixo do nome da coligação. Na versão atual, não há foto nem menção à Rede, enquanto surge a sigla do PSL, partido que integrava a coligação e ameaçou deixá-la quando Marina substituiu Campos.

A menção à Rede foi retirada também do texto inicial do documento, intitulado "Nosso compromisso". Na página 3 do programa de Eduardo, o texto dizia que o programa de governo deveria incorporar o "espírito inovador da Coligação, que além do PSB e da Rede, já se fortalece com as contribuições do PPS, do PPL, do PHS, do PRP". No novo documento, o texto para em "coligação". Também saiu do programa entregue ao Tribunal Superior Eleitoral o cabeçalho em que constavam os nomes dos partidos, entre eles a Rede. A íntegra dos dois arquivos podem ser baixada nos links ao lado.

O restante do documento é idêntico ao apresentado pelo PSB quando o candidato do partido era Eduardo Campos, morto em um acidente de avião, e Marina, sua vice. Assim como os de todos os outros candidatos, o programa de governo é genérico.

A substituição de Campos por Marina se deu em meio a discussões sobre a legitimidade que a ex-senadora desfrutava dentro do PSB. Ex-integrante do PT e do PV, pelo qual obteve o terceiro lugar na eleição presidencial de 2010, Marina tentou fundar seu próprio partido em 2013, a Rede Sustentabilidade, mas não teve sucesso.

Sem plataforma para se lançar ao pleito, Marina decidiu entrar para o PSB, que passou a abrigar o movimento da ex-senadora. Há muitas resistências ao nome dela por conta das diferenças ideológicas entre a Rede e o PSB, que se mantinham em segundo plano graças à atuação de Eduardo Campos, entusiasta e fiador do acordo com Marina. Na semana passada, Carlos Siqueira, então coordenador de campanha, abandonou o posto afirmando que Marina era "uma hospedeira" dentro do PSB. Marina, por sua vez, desconversou ao ser perguntada sobre a possibilidade de, caso seja eleita, tornar a Rede um partido e deixar o PSB em 2015. “O PSB teve um gesto ao nos acolher no passado. Agora a Rede faz o mesmo. Não é hora de discutirmos isso, os partidos entendem que é necessário estar juntos”, afirmou Marina.

*Uma versão anterior deste texto afirmava que o programa de governo fora lançado na quinta-feira 28. Uma outra versão, mais completa segundo o PSB, será lançada na quinta-feira 29.

(Por José Antonio Lima)