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Marina diz que decisão sobre o segundo turno sai na quinta-feira

por Redação — publicado 07/10/2014 16h07, última modificação 07/10/2014 17h18
Terceira colocada afirma que a sua Rede Sustentabilidade pode ter posição própria sobre quem apoiar
Vagner Campos / Divulgação
Marina Silva

Marina Silva durante entrevista no domingo 5, após a apuração

Botão Eleições 2014Terceira colocada nas eleições presidenciais, Marina Silva afirmou, por meio de nota oficial divulgada nesta terça-feira 7, que a decisão da coligação Unidos pelo Brasil sobre o segundo turno será tomada na quinta-feira 9. De acordo com a ex-senadora, as posições expressadas por integrantes da coligação desde o domingo 5 "não refletem em nenhuma hipótese" a sua opinião.

De acordo com a nota, os partidos que apoiaram a candidatura de Marina vão decidir entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) até a quarta-feira 8. Na quinta-feira 9, as legendas vão se reunir para definir a posição final da coligação. Por enquanto, diz o comunicado, "as opiniões individuais de cada partido, dirigentes e lideranças políticas das agremiações neste momento de construção devem ser respeitadas mas não refletem em nenhuma hipótese a opinião da ex-candidata".

A nota oficial deixa aberta a possibilidade de que Marina tenha uma posição individual, uma vez que prevê sua contribuição "para a construção de uma posição da Rede Sustentabilidade nesse processo de unidade da Coligação". A Rede é o partido que Marina não conseguiu fundar e que foi abrigado no PSB graças a acordo com Eduardo Campos, que encabeçaria a chapa pessebista e morreu em um acidente de avião em 13 de agosto.

Até aqui, poucos integrantes da coalizão se manifestaram. Em entrevista na noite de domingo 5, o presidente do PSB, Roberto Amaral [colunista de CartaCapital], frisou as diferenças entre seu partido e o PSDB e lembrou seu histórico esquerdista e marxista. Amaral, entretanto, disse desejar uma posição conjunta da coligação.

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), vice na chapa de Marina, afirmou que "teria dificuldade em apoiar Dilma" após as diversas críticas feitas pela campanha petista a Marina durante o primeiro turno. "Como gaúcho, não sou homem de levar desaforo para casa, nem de esquecer calúnias e vilanias como as que foram criadas contra a nossa campanha. Não vamos entrar no jogo do me engana que eu gosto", disse Beto segundo o jornal Zero Hora.

A deputada federal reeleita Luiza Erundina (PSB-SP), coordenadora da campanha de Marina, disse que ficará neutra e revelou que o PSB se encontra dividido. A deputada defendeu a "coerência" da chapa liderada por Marina. "Não propúnhamos o tempo inteiro o fim da polarização? Se apoiarmos um dos polos, não vamos justamente fortalecer um dos polos e, portanto, justamente a polarização que combatemos?", questionou Erundina em declaração à Folha de S.Paulo.

Segundo a Folha, Marina estaria decidida a apoiar Aécio e estaria tentando bolar uma forma de fazer isso sem romper com seu ideal de "nova política". O tucano conta com o eleitorado da ex-senadora para derrotar o PT. Nesta terça-feira 7, Aécio já adotou termos usados por Marina para tentar atrair o eleitorado da ex-senadora, como "nova política" e "construção coletiva" de um projeto. "Estou pronto para liderar um projeto em favor do Brasil. Em favor de uma nova política, em favor de uma construção coletiva", afirmou. De acordo com a rádio CBN, um interlocutor de Aécio já ofereceu a Marina o posto de ministra das Relações Exteriores caso ela apoie do tucano no segundo turno.

Uma das exigências feitas por Marina seria o fim da reeleição, proposta que defendeu no primeiro turno, inclusive com a promessa de não concorrer em 2018. Aécio incluiu em seu programa o fim da reeleição, mas nesta terça-feira 7 disse a jornalistas que o tema "não depende só dele". O tucano também se negou a afirmar que abriria mão de uma eventual reeleição. "É uma questão a ser discutida", afirmou o senador.