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Kassab: Há "entendimentos" para ser vice de Alckmin

por Redação — publicado 13/05/2014 12h54, última modificação 13/05/2014 14h50
Pré-candidato do PSD ao governo de São Paulo já fala em tom conciliador diante da possibilidade de formar uma chapa com o PSDB
Willian Alves/ Campus Party (31/01/2014)
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O ex-prefeito Gilberto Kassab, em janeiro deste ano

Apesar de ser oficialmente pré-candidato do PSD ao governo de São Paulo, Gilberto Kassab já fala em tom conciliador a respeito de governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que tentará a reeleição em outubro. Isso porque o ex-prefeito da capital paulista admitiu nesta terça-feira 13 que “há entendimentos” para que ele seja o vice do tucano em uma eventual chapa formada por PSD e PSDB no Estado.

“É muito importante para um partido recém–chegado ao mundo político que se renove. Queremos renovar a conduta, ter transparência, mas é preciso muito cuidado. Então queremos candidatura própria, mas existe sim entendimentos (com o PSDB). Não teria nenhum problema (em ser vice). Se divergi (do Alckmin) em alguns momentos, convergi em milhares de outros. Não ficou nenhuma mágoa”, disse em sabatina realizada pelo portal UOL junto com o jornal Folha de São Paulo, a rádio Jovem Pan e a emissora SBT.

Durante boa parte da entrevista, o presidente do PSD tentou, no entanto, desfazer desentendimentos por conta dos atritos que já teve com ex-governador. Quando questionado, por exemplo, sobre críticas que fez, recentemente, a problemas na segurança pública do Estado, Kassab justificou que Alckmin ouviu suas opiniões e procurou melhorar.

“Nós não tínhamos Operação Delegada custeada pelo governo do Estado em São Paulo. Nós dizíamos que queríamos colocar a possibilidade do governo do Estado de custear a Operação Delegada. Depois disso (críticas), ele (Alckmin) encaminhou projeto e aprovou isso. Foi um estímulo, houve avanços”, afirmou sobre o programa que cria um “bico oficial” para policiais militares que estão de folga.

Além disso, ele também procurou negar ter “qualquer” constrangimento por, ao mesmo tempo, manter aliança com PT e PSDB em diferentes estados.  “Não vejo nenhuma incoerência entre apoiar Dilma e Alckmin. Nas circunstâncias do PSD, não vejo incoerência. Há um grupo majoritário em relação à presidenta Dilma no partido. Volto a dizer, enquanto a legislação permitir essas alianças, o plano regional para nós é tão importante quanto o plano federal. Essas questões estão muito vinculadas à legislação”, argumentou antes de culpar a ausência de uma reforma política.