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Política

Investigado pela polícia

Executiva do PT decide expulsar deputado por "relações com o PCC"

por Redação — publicado 31/07/2014 17h32, última modificação 31/07/2014 17h33
Caso teria sido descoberto pela polícia quando ele se se reuniu com os integrantes da facção. Se a decisão for confirmada, Luiz Moura não poderá disputar as eleições
ROBSON FERNANDES/ ESTADÃO CONTEÚDO
Luiz Moura

Diretório Estadual do PT deve confirmar expulsão definida pela Executiva nesta sexta-feira 1

A Comissão Executiva do PT de São Paulo decidiu, por unanimidade, expulsar nesta quinta-feira 31 o deputado estadual Luiz Moura do partido. Moura é investigado por ter relações com uma facção criminosa, conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, no entanto, ainda precisa ser submetida à análise do Diretório Estadual da legenda, que deve se reunir nesta sexta-feira 1.

De acordo com o presidente do PT-SP, Emídio de Souza, foi dada ao parlamentar oportunidades para que ele pudesse apresentar sua defesa, trazer documentos e até oito testemunhas. “Ele não trouxe nenhuma [testemunha], não veio [nessa reunião]. A única que ele fez foi encaminhar um documento pedindo a anulação desse processo contra ele, o que evidentemente eu neguei. A decisão está tomada e espero que o Diretório Estadual confirme essa decisão. Nós não temos tolerância com qualquer malfeito”, afirmou em nota publicada no site do partido.

Caso o Diretório Estadual do PT opte, de fato, pela expulsão de Moura, ele não poderá concorrer nas eleições deste ano, pois ficará sem partido e não poderá se filiar a nenhum outro.  Antes disso, Moura foi afastado pelo partido por dois meses para apuração dos fatos. O fato teria sido descoberto quando ele se se reuniu com os integrantes da facção na sede de uma cooperativa de transportes.

Condenado no passado à prisão por assalto à mão armada, saiu da pobreza absoluta, em 2005, e hoje possui postos de gasolina e participação em empresas de ônibus. Ligado à corrente PT de Luta e Massas, liderada pelos irmãos Tatto, o deputado negou as acusações e rebateu as pressões internas no partido ao afirmar que não renunciaria ao mandato.