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Política

Violência policial

Rede critica prática "de traços ditatoriais" de Alckmin

por Redação — publicado 29/01/2014 17h58, última modificação 29/01/2014 18h24
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Marina Silva

Marina critica Alckmin, mas seu partido, o PSB, pode apoiá-lo nas eleições de outubro

A Rede Sustentabilidade, da ex-senadora e ex-candidata à Presidência Marina Silva, criticou em nota a ação da Polícia Militar de São Paulo durante a manifestação de sábado 25 contrária à Copa do Mundo. O comunicado, divulgado nesta quarta-feira 29, condena em especial o caso do jovem Fabrício Chaves, baleado por policiais militares no bairro de Higienópolis depois de protesto contra a Copa do Mundo. De acordo com a Rede, o nível de repressão “acende imediatamente o sinal de alerta quanto às diretrizes políticas do Estado no trato com as manifestações de rua”.

“A polícia – assim como outros dispositivos de Estado – precisa manter-se preparada para lidar com manifestações e manifestantes na perspectiva da interlocução democrática e da não-violência. É preciso refutar essa prática, de traços ditatoriais, do governo Alckmin, que caracteriza-se por abusar da violência contra manifestantes, agredindo de forma inequívoca o estado de direito e a cidadania”, afirma o texto antes de protestar: “exigimos que os responsáveis criminais e políticos por essa tragédia sejam punidos exemplarmente.”

A Rede pede ainda que excessos cometidos em protestos exijam a “intervenção ativa do Estado na defesa dos cidadãos” e ressalta que para interromper “o perverso histórico de violência policial que tem caracterizado o Estado brasileiro” deve-se colocar em prática o princípio da não-violência como regra.

Eleições

Marina Silva e diversos integrantes da Rede se filiaram ao PSB para as eleições de 2014 após não terem conseguido formalizar a criação de um partido próprio. Atualmente, Marina defende que o PSB tenha um candidato próprio na eleição estadual de São Paulo, mas a direção do partido negociar um apoio ao PSDB, cujo candidato será o próprio Alckmin.