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Dilma indica troca da equipe econômica em 2º mandato

por Redação — publicado 03/09/2014 17h34, última modificação 03/09/2014 19h28
Candidata à reeleição afirma que novo governo teria "equipes" atualizadas
Ichiro Guerra / Divulgação

Pela primeira vez, a presidenta Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição pelo PT, afirmou que vai trocar sua equipe econômica em um eventual segundo mandato. A lentidão da economia, que entrou em recessão técnica segundo os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um dos pontos centrais das críticas a seu governo.

Em discurso para empresários da indústria, na 8ª Olimpíada do Conhecimento, realizada em Belo Horizonte, Dilma fez um balanço das ações de seu governo no setor, “não para ficarmos satisfeitos com o que já fizemos, mas para continuarmos a fazer”. Dilma reiterou o compromisso de criar um conselho de desenvolvimento ligado diretamente à Presidência da República. “Obviamente, novo governo e, necessariamente, atualização das políticas e das equipes”, disse ela.

Dilma voltou a defender o estímulo à política industrial do governo. Segundo ela, os bancos públicos dão créditos subsidiados, com juros mais baixos e prazos maiores, e favorecem o investimento no Brasil. Em viagem a Belo Horizonte, a candidata disse que a falta de juros subsidiados poderia comprometer setores como o agronegócio e a política habitacional. “Temos uma política de subsídios, não nos envergonhamos dela, achamos que ela viabilizou muitas conquistas e sustenta toda a estrutura produtiva deste País. É absolutamente temerário, inacreditável que alguém proponha reduzir o papel dos bancos públicos”, disse Dilma, em referência ao programa da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva. Para Dilma, são os bancos públicos que sustentam a política de pleno emprego, e tomar alguma medida contrária a esse incentivo poderia representar risco de desemprego.

Dilma citou também a redução dos impostos da folha de pagamento das empresas. “Cobra-se pelo faturamento e isso não pesa na folha, como antes. Mudamos a forma de cobrar o imposto, e provocou-se uma redução do custo do trabalho. [São] necessárias muito mais iniciativas como essa. Tenho certeza de que um dos grandes alicerces do futuro da política industrial no Brasil é de fato a geração de inovação.”

Na entrevista, Dilma lembrou ainda que o governo precisa de uma base sólida de apoio no Congresso Nacional, outra crítica a Marina Silva. Segundo a candidata petista, se o governo não tem número suficiente de deputados [na base de apoio], não aprova nenhum projeto. A necessidade de negociar é “inexorável” e, na “hora da verdade”, o governante do país tem de “mostrar o que vai fazer, como e com que dinheiro”, afirmou. No programa que foi ao ar no horário eleitoral na terça-feira 2, a campanha do PT comparou Marina Silva aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor e salientou que ela não teria grande apoio parlamentar em um atual governo.

Com informações da Agência Brasil