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Política

Professores ocuparam a Câmara para impedir votação do Plano de Carreira proposto pelo prefeito

Basta!

por Edgard Catoira — publicado 26/09/2013 16h34, última modificação 26/09/2013 16h36
Professores “melam” votação de proposta feita na surdina pelo prefeito

A câmara do Rio invadida nesta quinta-feira

Professores da rede pública acabam de ocupar o plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Foi a única maneira que encontraram para impedir a votação de um Plano de Carreira redigido pela base do prefeito Eduardo Paes, a portas fechadas, no Palácio da Cidade.

Definitivamente, o prefeito e os seus prepostos no Legislativo carioca não aprenderam nada com as manifestações populares iniciadas em junho. Continuam esticando a corda e aplicando a velha política diante de uma nova força.

Há muito, o Plano de Carreira dos professores era reclamado pela categoria, mas Eduardo Paes e seu principal assessor, Pedro Paulo Carvalho, chefe da Casa Civil, decidiram enfiar goela abaixo, de afogadilho, um plano pessoal, um arremedo de organização e remuneração dos profissionais da Educação.

Nomes aos bois

E o fizeram sem chamar os principais interessados para o diálogo. Conversaram, sim, com os vereadores – ou seus prepostos na Câmara – Piuí, Babu, Messina, Laura Carneiro, Felippe, Bispo Braz, S. Ferraz, Arar, Átila, Carlos Eduardo, Manaia, Uóston, Thiago, Eduardo, Eduardão, Vera, Tânia, Tio Carlos, Marcelino, Jairinho, Jorginho, Chiquinho e outros “inhos”. Mas não chamaram os professores e nem os partidos de oposição para, pelo menos, simular uma discussão.

E por falar em simulação, para acelerar o processo, os vereadores não hesitaram em fraudar atas e pareceres. Aliás, quando alguma coisa dá errado, eles recorrem sempre às republicações no Diário Oficial e fica o dito pelo não dito.

Mas os professores deram um basta à sem vergonhice, invadiram o plenário e impediram a votação na marra, assim como era na marra que prefeito e sua base aliada queriam impor a sua vontade.

Aguardemos os próximos acontecimentos. Voltarei a escrever, mas o que se percebe é que a criatura está assumindo a feição do seu criador. Eduardo Paes se transformará num novo Cabral e, tal qual o futuro ex-governador, não conseguirá dar um passo livremente nas ruas da cidade e entrará para história como mais um político autoritário e... paremos por aqui.

Em tempo: não havia ninguém mascarado. A dupla dinâmica, Batman e Robin, trabalham no Palácio da Cidade.