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Sociedade
FECHAR Rogério Tuma

Games auxiliam a medicina

07/03/2008 16:47:09

Rogério Tuma

O game Nintendo Wii tem dado uma tremenda ajuda para a pesquisa na medicina. Por ser mais interativo que os outros consoles, ele permite a utilização em estudos de motricidade, fisioterapia e geriatria.

Uma pesquisa da Universidade de Memphis, publicada no site PLoS ONE, demonstrou um novo uso para o console. O doutor Rick Dale e seus colaboradores puderam acompanhar os movimentos de uma pessoa ao aprender uma tarefa. E conseguiram provar que um processo mental, como o aprendizado, interfere também no ajuste motor. Para tanto, apenas um computador foi necessário para medir a velocidade e a amplitude dos movimentos. E o sensor utilizado, presente nos jogos da Nintendo, é muito mais barato que os scanners que medem os movimentos em 3D.

Para os autores, o processo mental exigido no jogo, com os movimentos naturais, cria uma atmosfera de total envolvimento do jogador. E isso pode ser aproveitado em pesquisas, com a vantagem de a ferramenta de estudo poder ser encontrada em qualquer loja de eletrônicos.

Na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, foi apresentado recentemente um sensor gravitacional que consegue reproduzir, na tela do computador, movimentos em três dimensões muito mais realistas, eliminando trancos, fricção e outras interferências.

Esse sensor parece uma saladeira com um palito flutuando no meio. A movimentação do palito é mostrada na tela do computador com o deslocamento de um objeto, dando uma impressão bastante realista da sua ação tridimensional. Dez cópias desses equipamentos serão distribuídas para grupos de pesquisa que utilizam campos gravitacionais para ler os movimentos, em vez de cabos e leitores ópticos.

A interatividade com movimentos naturais é um dos maiores avanços em prol da medicina na área dos jogos eletrônicos. É um caminho para maior aceitação do jogo como uma ferramenta de aprendizado, e que pode compensar parte dos efeitos psíquicos negativos dos jogos eletrônicos.


Hipocondríacos, atenção!
A regra “quanto mais caro, melhor é” vale também para o placebo. Um estudo da Duke University, publicado no Journal of the American Medical Association, feito pelo economista comportamental Dan Ariely, mostrou que um mesmo estímulo doloroso era combatido de maneira mais eficaz por um falso remédio (o placebo) quando ele era mais caro.

O cientista dava choques elétricos no pulso de voluntários e apresentava o placebo como uma nova droga para dor. Metade recebia uma brochura de descrição da “droga”, que citava o preço de 2,5 dólares por dose e a outra metade recebia a mesma brochura, mas com um aviso de que a mesma droga teve preço reduzido para 10 centavos a dose. Dos que receberam a “droga” com preço cheio, 85% melhoraram da dor, enquanto apenas 61% dos que a receberam com desconto disseram ter sinais de melhora.

A matemáticado congestionamento
Foi preciso um modelo matemático e 22 motoristas voluntários, sem problema de labirinto, para provar que o maior culpado pelos congestionamentos no trânsito é o motorista. Um modelo
matemático japonês foi aplicado em uma pista circular, na qual os motoristas foram orientados a andar a 30 quilômetros por hora.

Logo após começarem a dirigir, ocorrem pequenas oscilações de velocidade. Por precaução, o motoristade trás pisa no freio, logo se forma uma fila de carros andando a 20 quilômetros por hora, que chega a parar. O modelo mostra que, no trânsito normal, quando o primeiro carro da fila lenta parte a 40 quilômetros por hora e se descola do grupo, um novo carro gruda no fim da fila e pára, criando uma “onda” de congestionamento.

É a primeira vez que um modelo teórico foi documentado e demonstrou que o fator humano é crucial para o congestionamento. Como esta coluna se refere à nossa evolução, seria muito divertido o leitor acessar o site www.youtube.com e procurar pelo vídeo Shockwave Traffic Jam, para entender o quanto ainda precisamos evoluir.

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