Busca

Publicidade

Assine CartaCapital

Acesse o site Mercado Capital e confira nossas promoções para os assinantes de CartaCapital, Carta na Escola e Carta Fundamental



Cultura
FECHAR Orlando Margarido

À luz, uma outra história italiana

16/07/2010 13:28:49

Orlando Margarido

Com Vincere, Marco Bellocchio reitera a provocação de seu cinema 

Antes do cineasta, houve um Marco Bellocchio pintor. Mesmo adotada por um curto período, a primeira linguagem artística do jovem nascido numa Itália por ele considerada provinciana diz muito do cinema mais tarde exercitado. Isso porque na pintura ele inspirou-se não numa arte clássica, da qual é difícil escapar naquele país, mas em nomes como Edvard Munch e Egon Schiele, ambos de caráter expressionista. Talvez por inexperiência juvenil, como reconhece, achava o ofício muito solitário e até por medo de enlouquecer buscou outro, feito em equipe, agitado e imprevisível. É instigante saber dessa faceta breve, mas marcante para toda uma carreira cinematográfica, quando se assiste a Vincere, o novo filme do diretor que estreia na sexta-feira 23. Como em muitos de seus títulos anteriores, as referências às artes plásticas e à ópera, para ficar em universos familiares ao cinema, são mais uma vez recursos para um dos melhores trabalhos recentes de Bellocchio.

Vincere, em italiano, quer dizer vencer. O título refere-se à ideia perpetrada pelo ditador Benito Mussolini, que a partir da gênese do fascismo prometia levar o povo da Itália à vitória no contexto da Segunda Guerra Mundial. Mas talvez diga mais de sua vitória pessoal. Uma ascensão que esconde uma personagem riscada da história oficial. É sobre Ida Dalser, e não o Duce, que se detém Bellocchio. Ela foi amante de Mussolini, teve um filho dele e passou o resto da vida buscando o reconhecimento da paternidade. Terminou traída,- e com ela a Itália, nos diz o realizador quando mostra o período inicial da relação de ambos, interpretados por Fillipo Timi e Giovanna Mezzogiorno. Ida deu dinheiro ao companheiro, então um idealista do socialismo, para que este montasse um jornal, Il Popolo- d’Italia. Mas Benito renega o partido, a mulher e parte para a conhecida trajetória. Quando não consegue se livrar de Ida, sempre em seu encalço, manda trancafiá-la num asilo de loucos. 

* Leia a matéria na íntegra na edição impressa

 comentários

Comente:

(campo obrigatório) (campo obrigatório) (O e-mail não será publicado)
O que você acha dos debates eleitorais nas redes de rádio, televisão e internet?
  • São muito importantes, ajudam na definição do voto
    43%
  • Têm uma importância relativa, pois poucos assistem
    33%
  • Não têm importância, não é por causa deles que as pessoas definem seus votos
    23%

tamanho da letra: A- | A+

Colunistas

Encontre a matéria por colunista