Instituições de São Paulo se unem para valorizar a mostra internacional
A crise que atingiu a última bienal de arte de São Paulo gerou, ao menos, um resultado positivo. Em um esforço conjunto inédito e edificante, 28 instituições paulistanas se uniram para evitar um novo fiasco. O projeto São Paulo Polo de Arte Contemporânea reú-ne institutos do peso do Moreira Salles e Tomie Ohtake aos principais museus da cidade, entre eles o MuBE, o Masp e o MAM, com o objetivo de dar prestígio e relevância a 29ª edição da mostra, que começa em 25 de setembro sob a curadoria de Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias.
Havia sido cogitado o adiamento da edição deste ano para 2011, em con--se-quên-cia de anos de más administrações. A diretoria de Heitor Martins, empossada na metade de 2009, teria como desafios reerguer o nome da instituição e fazer com que ela conseguisse se livrar de certa má impressão gerada tanto pela 28ª edição (a “do vazio”), como pelos 2,8 milhões de reais em dívidas deixados pela administração anterior, sob responsabilidade de Manuel Pires da Costa.